quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PorQue Uma Hora Acontece...

Um, dois, três dias... Uma semana, duas...
Estava chovendo, chovendo muito e como é Curitiba a chuva veio do nada apesar do lindo dia de sol que fazia poucos minutos antes. Entretanto naquele momento tudo o que se ouvia e via era água caindo. Eu mau conseguia escutar a professora de filosofia falando a frente da turma, fosse pela chuva ou pelo fato de que minha cabeça estava em outro lugar. Não eu não estava pensando na Manuela e nem no nosso encontro duas semanas atrás. Depois daquele dia não tivemos mais a oportunidade de um encontro a sós.
O som de um trovão fez a professora dar um pulo de susto e bater na mesa, apesar da cena engraçada eu não tive vontade de rir, estava com problemas com o meu pai que decidiu largar o emprego o passar o dia a encher a cara e ameaçar se matar caso não voltássemos pra casa. Minha mãe estava quase cedendo mas o meu irmão e eu tínhamos ressalvas, então alguém me diria " Mas todo mundo tem direito a uma segunda chance, temos que perdoar..." . Certo eu concordo, mas o que dizer de uma quarta, quinta chance? Sim pois essa não seria a primeira vez que tentávamos ajuda-lo e depois de três ou quatro messe ele voltava a fazer tudo do mesmo jeito. Nem com os seus amigos morrendo um por um fosse por cirrose ou por um acidente de carro porque estavam tão bêbados que não conseguiam distinguir um poste de um carro e acabavam batendo em um ou em outro o fazia ver que aquele vicio o faria perder tudo, o respeito dos seus filhos foi só a primeira coisa.
Enfim, eu tinha muito na cabeça.
Manuela esteve ao meu lado, respeitando o meu silencio segurando a minha mão. Isso me fez ver a pessoa maravilhosa que ela era, eu ali passando por um baita drama familiar e ela não cobrou a minha atenção e nem se importava quando eu dizia que ia ligar e esquecia. Acho que tudo aquilo nos aproximou de um jeito inexplicável, ela conheceu o meu lado mais vulnerável, as minhas fraquezas e mesmo assim sorria pra mim do mesmo jeito, me beijava do mesmo jeito, me abraçava do mesmo jeito.
As horas foram passando e a chuva continuava a cair, estávamos paradas no portão decidindo se nos arriscávamos até o ponto de ônibus ou esperávamos a chuva passar. Optamos por correr e logo nos primeiros passos já estávamos encharcadas, começamos a rir e de repente eu não tinha mais nada na cabeça sentia- me livre e leve. Manuela tinha que encontrar a mãe dela no centro e como não podia ficar com a roupa molhada por tanto tempo eu sugeri que fossemos para a minha casa, lá eu emprestaria uma roupa e um guarda-chuva.
Ao chegarmos peguei duas toalhas e subimos pro meu quarto pingando água por todo canto ainda rindo por algum motivo que agora não me lembro, tirei a camisa do uniforme meio sem perceber e fui até o meu armário pegar roupas secas, no caminho tirei o tênis as meias e quando olhei pra ela... eu não sei explicar o que senti, foi como se uma corrente elétrica percorresse todo o meu corpo e me fizesse ver a cena por outro ângulo. Ela também tinha tirado a camiseta, soltado os cabelos, tirado o sapato e ainda estava rindo ao tirar a calça, e quando se levantou viu meu rosto sério e parou de rir como que percebendo o que estava passando pela minha cabeça. Me encostei no guarda-roupa e fiquei ali não sei quanto tempo observando seu corpo lindo, ainda me lembro da lingerie que ela usava; soutien preto que fazia par com a calsinha de renda, faziam um lindo contraste com a sua pele branquinha meio arrepiada de frio.
Lentamente nos aproximamos e eu me perdi no mundo de Manuela, nos seus beijos ora lentos e suaves, ora vorazes e famintos, no seu toque, na sua pele macia como ceda, no seu cheiro quase que floral, na sua respiração quente no meu ouvido, no seu gosto, nos seus gemidos e nos seus olhos que me hipnotizavam e desvendavam todos os segredos da minha alma.
E foi naquele dia chuvoso tão tipicamente Curitbano que fizemos amor pela primeira vez, sem nada premeditado apenas aconteceu, minha mãe podia chegar a qualquer momento e nem sequer pensei nisso, ela tinha que encontrar a dela, mas esquecemos disso também. Ali naquele quarto esquecemos do mundo e o mundo esqueceu da gente.
Eu não acredito em destino, mas acredito na força da natureza e em como ela conspirou a meu favor naquele dia, o motivo que levou a Manuela até a minha casa foi o mesmo que fez a minha mãe se atrasar quase 3 horas naquele dia; a chuva. Eu que sempre gostei da chuva depois daquele dia passei a gostar ainda mais.
E Bom, posso dizer que aproveitamos muito bem aquelas horas que nos foram dadas, dentre outras coisas, um banho demorado regado de beijos , caricias e amor, muito amor, na cama, no chão.... muito amor...

Estava revendo um filme que gosto muito esse dias e que tem como trilha uma musiquinha super fofa. Ao escrever esse post eu lembrei da musica e do filme.
Quem não viu eu indico, claro! E quem já viu porque não ver de novo?
Vou por um link de um vídeo com umas cenas e com a música...

Imagine Me And You ................. The Turtles- Happy Together

Eu amo a Piper Perabo e me apaixonei pela Lena Headey nesse filme....

http://www.youtube.com/watch?v=DjTfcQgHgIg

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Caraca e Agora?

Gelei né? Não sei se fiquei branca como cera ou vermelha como um pimentão. Marcamos de assistir um filme na minha casa dali 2 dias aproveitando que seria a minha folga do trabalho, iriamos após o colegio. Eu ja tinha o meu quarto, dei duro e consegui deixa-lo habitável, tinha porta, janela, um guarda-roupa mas... Não tinha cama, isso porque em vez de comprar uma eu optei por um sofa-cama suuuper confortável, ele ocupava menos espaço e de manha era so desarmar e jogar as cobertas dentro do baú e pronto!

Logo pela manha do tal dia eu era só ansiedade, acordei cedo e arrumei o meu quarto (coisa que eu não fazia a uma semana) claro que poderia ter feito isso na noite anterior mas... Enfim, encontrei a Manu no terminal na mesma hora de sempre.

Nossa! Como ela estava linda! Vestia uma calça preta justa e uma camiseta azul que além de ter um pequeno decote ainda mostrava a barriga, tinhamos o costume de só vestir a camiseta do uniforme na porta do colegio.

Eu: Oi Paty! Oi Manu...

Dei um beijo no rosto da Paty e aproveitando a distração da mesma beijei o canto da boca da minha princesa, ela sorriu pra mim e me deu um olhar cheio de significado.

Paty: Ro hoje é a sua folga né? Porque você não vem pra minha casa hoje? Vai uma galera, a D, a B, a V... Ah! e claro que eu chamei o F aquele garoto que está super afim de você. Além da Manu.

Olhei pra ela meio surpresa, eu escutei direito?

Eu: Ah! Você vai mesmo Manu?

Manu: Então eu estava aqui dizendo pra Patricia que talvez eu tenha que ir visitar a minha tia e que não vou poder ir...

Dei um suspiro de alivio...

Paty: Pois é... Mas eu tenho certeza de que se você- Olhou pra mim- for ela inventa uma desculpa pra tia dela e vai lá outro dia.

Eu: Então Manu você quer desmarcar com a sua tia?

Manu: Na verdade não, faz um tempo que eu quero ir na casa dela. Eu to devendo. - disse isso me olhando profundamente adivertindo-me por provoca-la.

Passei o resto da manha tentando convencer a Paty de que não podia ir. No final da ultima aula seguimos pro terminal.

Paty: Vocês não vão mesmo? Roberta o F me pediu tanto pra que você também fosse...

Eu: Foi mal Paty, olha lá o seu onibus. Vai com Deus e depois me liga tá?

Logo estavamos apenas as duas ali no terminal, eu tensa que só ansiando em poder beija-la e toca-la sem medo de que alguém chegasse, de alguém nos ver, apenas ela e eu com o tempo em nossas mãos para aproveitar, para desfrutar daquele sentimento que nos atigiu de forma tão intensa. Aquela menina arrebatou o meu coração, arrebatou a minha mente e a minha alma, digo isso agora porque naquele tempo e mais especificamente naquele dia eu não entendia bem o que sentia, lembro de estar com um medo bom e muito ansiosa , lembro de ver esses sentimentos refletidos no rosto de Manuela quando ela entrou no meu quarto e eu senti tanta ternura que a minha vontade era de abraça-la e não solta-la nunca mais.

Almoçamos qualquer coisa e fomos assistir um filme qualquer, se me perguntarem a historia eu não sei e mesmo as outras vezes que eu vi o filme não prestei a minima atenção , pois cada cena me fazia lembrar dela, de quando quase no final nossas mãos se tocaram eu a segurei forte e a levei aos labios onde dei um beijo no dorso de sua mão e em cada um dos seus dedos, fui subindo por seu braço fazendo-o se arrepiar. Dei uma leve mordida na curva do seu ombro e ela tremeu de leve com os olhos fechados a boca entreaberta e a respiração acelerada, beijei seu pescoço, seu queixo, seu nariz, sua testa e finalmente sua boca. Foi nessa hora que Manuela me puxou passando os braços pela minha nuca me fazendo ficar em cima dela, e durante aquele beijo eu me perdi... me perdi em sua lingua na minha boca, nos seus labios que beijavam o meu rosto todo, em suas mãos que investigavam o meu corpo com volúpia, nos seus gemidos roucos quando eu a tocava em locais sensíveis e nos poucos momentos em que paravamos de nos beijar, em seus olhos, aqueles lindos olhos verdes que penetravam a minha alma e desvendavam todos os meus segredos, que me deixavam nua sem um toque sequer das maõs.

Já estavamos sem camisa e eu estava trabalhando na calça dela. E assim como as peças de roupa as palavras também foram deixadas de lado, nos comunicavamos pelo olhar e pra mim isso bastava. Eu a tinha ali em meus braços entregando-me cada vez mais e bom... Tem certas coisas na vida de uma garota que a faz acreditar que o universo conspira contra ela em certos momentos. Pois é... estavamos no meu quarto no maior amasso e lá de baixo vem um som que ninguem merece ouvir em um momentos como esse.

- Filha cheguei! E olha quem eu encontrei na esquina... Roberta??

A minha mãe! Socorro! Além de tomar o maior susto eu ainda caí do sofa e bati a cabeça! Claro que o contato bruto do meu corpo com o chão fez um baita barulho.

-Roberta está tudo bem minha querida?

A MINHA AVÓ!!! Meu Deus! Eu quase tive um infarto! Olhei pra Manuela que me olhava atordoada esperando que fizesse alguma coisa, e bom , eu tinha que fazer algo.

Eu: É... Não! Não eu to bem já desço...

Comecei a me vesti e ela fez o mesmo, estavamos com o cabelo todo bagunçado e ela como era branquinha estava muito vermelha, mas muito mesmo eu não aguentei e comecei a rir e puxei ela pra mim.

Eu: Vai Manu temos que rir né? E agradecer que minha mãe não veio direto pro meu quarto. Fica fria ok? E além do mais fui eu quem caiu do sofa.

Finalmente ela riu e eu a beijei, não resisti.

Descemos e a minha mãe estava na cozinha fazendo café.

Eu: Oi maezinha chegou mais cedo... Oi vovó! Que surpresa!

Minha mãe já conhecia a Manuela porque tinha nos encontrado algumas vezes no terminal.

Eu: Vovó essa é a Manuela, ela é minha amiga da escola.

Manu estava mais calma mais ainda vermelha, cumprimentou minha avó e voltou pro meu lado

Vovó: Oi querida! muito prazer viu? Nossa Roberta como a sua amiga é linda! Que olhos...

Manu deu um sorriso envergonhada e agradeceu.

Vovó: E você minha neta querida cada dia mais linda! Vocês duas saindo juntas por ai devem destruir o coração de muitos garotos não é mesmo?

Demos uma risadinha sem graça.

Minha mãe se juntou a nós com uma bandeja de café nas mãos e com um comentário fez com que eu quase tivesse o terceiro treco do dia.

Mamãe: Filha que camiseta linda! Eu nunca tinha visto você com ela, é nova?

Manuela e eu olhamos ao mesmo tempo pra camiseta que eu vestia...Merda... Na pressa acabei por vestir a camiseta dela e ela a minha... Ainda bem que tem mãe que é ingênua...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

SE FOR UM SONHO NÃO ME ACORDE...

Manuela era doce, gentil, carinhosa, sutil, intrigante, inteligente, generosa, simpática, linda, maravilhosa, cheirosa e... e era Minha.
Começamos a namorar escondidas claro, naquele momento de nossas vidas não poderia ser diferente.
Um de seus passa-tempo preferidos era me provocar, mudou de lugar e foi se sentar na fileira da porta e como nossas salas de aula eram uma de frente pra outra ela roubava a minha atenção, ora sorrindo sozinha , ora me olhando e discretamente dava uma piscadinha e mexia no cabelo. No intervalo nosso grupo sempre jogava alguma coisa e o vicio da vez era o truco, eu sentava no chão encostada na parede de frente a Patricia que sempre fazia dupla comigo, Manuela então sentava na minha frente e se encostava em mim, eu mal conseguia prestar atenção no jogo sentindo o cheiro dos seus cabelos, o seu perfume floral e como que pra jogar tinha que passar os braços por sua cintura, ali com nossos corpos quase colados eu podia sentir o ritmo da sua respiração e quando percebia estava respirando junto com ela, no mesmo compasso.
Nossa escola era formada por pequenos predinhos separados por pequenos bequinhos o que pra nos era perfeito e quando eu menos esperava ela me puxava em um canto escurinho e me roubava um beijo depois saia me deixando ali quase sem fôlego.
A Manuela fez nascer em mim um desejo de viver que eu nunca tinha sentido, me fez dar valor a cada momento que passávamos juntas, ela me fazia rir e prendia a minha atenção apenas com um olhar, quando dei por mim já estávamos na terceira semana de namoro.

-Roberta já que você terminou a lição será que poderia me fazer um favor?

Era a minha professora, de fato terminei de responder o questionário antes que todos, isso porque a porta da sala estava fechada e eu não tinha com o que me distrair.

Eu: Claro! Eu estou mesmo morrendo de vontade de dar um passeio!

Prof: Sem passeios Roberta. Apenas quero que você vá ate a secretaria e peça pra mim as pastas do 1°F certo?

Eu: Certíssimo! Entendi; pastas do 1°F e sem passeios.

Sai da sala antes que ela jogasse o apagador em mim, fechei a porta e olhei para na diração da sala dela mas a porta também estava fechada, com um suspiro comecei a caminhar na direção da secretaria que ficava no primeiro prédio, estava chegando no corredor quando ouvi o meu nome, me virei.

Manu: Oi Ro! Você anda muito rápido sabia?

Ela tinha corrido pra me alcançar e apesar de ofegar mantinha no rosto um sorriso de quem tinha aprontado alguma coisa.

Eu: Oi linda! Que coincidência agente se encontrar né? Veio pegar algo?

Manu: Na verdade eu vi pela janela quando você saiu e pedi pra ir ao banheiro.

Dei um sorriso e depois fechei a cara pra parecer brava.

Eu: Que feio Manu mentir para o professor pra sair da sala!

Ela falou com um tom baixo quase rouco.
Manu: Mais eu não menti nos vamos pro banheiro.

Eu: O que ? Eu não! tenho que ir...

Ela não me deixou terminar, me puxando pela mão me levou ate o banheiro que ficava ali perto, deu uma olhada pra ver se tinha alguém mais ali e me empurrou pra dentro da ultima cabine, fechou a porta e me deu um longo beijo que eu retribui como se o mundo fosse acabar dali 2min.
Passei as mãos por seus cabelos desci ate o seu pescoço e ombros, sentindo sua pele macia e com as mãos abertas fui descendo pelos lados do seu corpo e quando toquei de leve os seus seios ela deu um gemido baixo, cheguei em sua cintura e a puxei ainda mais pra mim, enfiei as mãos por sob a sua camiseta ate as costas sentindo o calor do seu corpo. Beijei sua boca, seu queixo, seu pescoço, seus ombros e seu colo. Não sei se passamos horas ou segundos ali mas foi um som vindo da porta que nos sobressaltou.
Olhei para ela que estava toda descabelada e amarrotada dei um sorriso e ao abrimos a porta eu vi pelo espelho a nossa frente que não estava muito diferente, depois de uma rápida arrumada no visual pós-amaço fomos em direção a saída, quase lá eu a segurei pelo braço e ela se virou para mim.

Eu: Vou voando na secretaria antes que a professora mande um grupo de busca atrás de mim. Agente se vê na saída tá?

Me inclinei e lhe dei um leve beijo nos seus lábios, quando abri os olhos ela estava com um brilho diferente no olhar e me olhava séria.

Manu: Roberta o que aconteceu... o que agente fez eu... eu nunca senti tanta coisa...

Eu: Eu também não Manu só com você, só você me faz sentir tanta coisa.

Ela sorriu pra mim e saiu em direção a sala. Nos encontramos na saída e quando chegamos no terminal por sorte ônibus da Paty chegou primeiro e o meu vinha logo atrás.Depois que Patricia foi embora Manu se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido com aquela voz rouca que fazia o meu corpo todo tremer.

Manu: Roberta eu quero ir pra sua casa...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

CONTINUAÇÃO...

Eu não tive tempo de descobrir o significava porque a droga do sinal tocou e a professora entrou na sala mandando todos que não pertenciam aquela turma embora, fiquei surda aos elogios dos meus colegas e ate da professora que escutou o final da música, fiquei surda nas duas ultimas aulas e a tudo ao meu redor, no pensamento apenas o sorriso da Manuela. Eu sei que havia decidido apenas te-la amiga mas naquele momento eu apenas me deixei levar por toda a emoção que aquela garota despertava em mim, não premeditei nada.
Quando o sinal da ultima aula bateu eu entrei em pânico! E agora?! Será que ela percebeu a minha intenção e vai se afastar? Era só nisso que eu pensava, sai da sala com a Paty tagarelando no meu ouvido como sempre, e quando cheguei no portão eu a vi conversando com um garoto da turma dela, Paty me deu um cutucão e apontou de um jeito nada discreto da direção dos dois.


-Huuuuh!!! Hoje vai ter heim? Vamos nessa Ro. Tenho certeza que a Manu vai estar em boas mãos e vai nos agradecer amanha por não te-la esperado, esse tal de D. estava cercando ela a um tempão e parece que finalmente tomou alguma atitude.

Fomos embora e eu agradecendo por ser sexta-feira, por não ter que ve-la no dia seguinte, por ter tempo de por a cabeça no lugar e agir o mais natural possível na segunda e pra poder acalmar o meu coração. Me senti em uma novela mexicana; garota canta para a outra garota praticamente se declarando, a outra sorri de forma enigmática- propaganda- A heroína então é impedida de falar com sua amada e no final do capitulo ve a sua garota conversando com o vilão e tenta então recolher os pedaços do seu coração que fora despedaçado antes que uma brisa os leve. Maldita novela!
Era noite e a lua estava linda! Eu a tinha nos meus braços, provava de seus lábios e perdia-me em seu abraço, dançávamos ao som de uma doce música que parecia que vinha das estrelas...

-ROBERTA ACORDA! JÁ SÃO QUASE 10H00...

Droga de sonho! E esse foi o meu final de semana! sonhando com ela o tempo todo! sim porque o fato de estar acordada não me impedia disso. No domingo de noite a Paty me ligou dizendo que não iria pra escola no dia seguinte porque estava gripada, a principio me apavorei mas depois percebi que isso foi bom afinal assim seria mais fácil não ficar perto da Manu. Não! Eu não pranejava fugir dela eternamente mas eu não suportaria estar presente quando ela e aquele vilãozinho estivessem praticando as suas muitas cenas mal-escritas de beijos ao ar livre.
Cheguei em cima do horário na segunda, tive que pular o muro, rasguei a minha calça e por pouco não a perco. Só consegui entrar na sala porque o professor também se atrasara, no intervalo fiquei na biblioteca e ate aquele momento não tinha visto ela ainda, sentei do outro lado da sala assim não ficava de frente pra sala dela.
A minha turma iria sair um período mais cedo porque o professor de biologia tinha faltado. Arrumei o meu material sem pressa e ergui a cabeça quando ouvi o meu nome.

- Então ate amanha Roberta! Tem certeza de que não quer ir no shopping com a gente? Fazemos mais sucesso quando você está com agente!

Eu: Tenho sim-dei um sorriso- e valeu.

Dei-me conta de que era a ultima na sala, vesti a blusa enquanto ouvia um grupo de garotas se afastando tagarelando, fechei a mochila e escutei algo que fez o meu coração dar um pulo
.
- Eu não te vi no terminal hoje, nem no intervalo .Cheguei a pensar que você tinha faltado também.

Manuela estava parada na porta, falou as ultimas palavras com um tom de ironia. Eu estava respirando com dificuldade e olhei atrás dela pra ver se encontrava o sujeito ali esperando por ela, mas não, ela estava sozinha, ou melhor, estávamos.
Ela se aproximou e disse com o mesmo tom.

- Ela faz falta né? Deve ser chato pra você ficar aqui sem ela Ficou o intervalo todo sozinha e ate mudou de lugar...

E olhou pra carteira onde a minha mochila estava.

Eu: Manuela eu não estou entendendo... Você está estranha...

Manu: Olha Ro eu sei que é uma situação difícil e eu...hum... eu acho que sou amiga de vocês e esperava que me contassem.

Ela se encostou na mesa do professor e me olhava com aqueles olhos lindos e naquele momento bravos.

Eu: Manu eu realmente não sei onde você quer chegar. Quem faz falta? Você esta falando da Paty? E que papo é esse? Falar oque?

Manu: Roberta eu estava aqui quando você cantou aquela música, eu vi o jeito que você cantou, o jeito que olhava na nossa direção. Depois vocês foram embora juntas e rindo, hoje só porque a Patricia faltou você não quis me encontrar de manha e nem ficar com a gente no intervalo e quando eu entrei aqui você estava toda pensativa. Eu sei que vocês estão... estão juntas!

Ela foi ficando mais nervosa a medida que ia falando talvez porque o meu sorriso passou de inexistente para um de orelha a orelha, eu mal conseguia acreditar que aquilo estivesse acontecendo, ela estava com CIÚMES! sim ciúmes, ciúmes... Eu corri e fechei a porta ainda com o coração em saltos, cheguei perto dela e ela me olhava quase aos prantos segurei em seus ombros senti que tremia e foi estranho porque ao senti-la tão frágil ali quase chorando e tremendo eu me acalmei, de repente a minha mente clareou.

Manu: No começo eu achei que não fosse ela que fosse... mas tudo ficou tão claro e óbvio sexta-feira, vocês sempre juntas e na mesma sala...

Ela deu um sorisinho de desgosto e me olhou ainda mais brava ao ver que eu sorria ainda mais, no entanto não afastou as minhas mãos do seus ombros.

Eu: Sua boba! Patricia é só minha amiga e eu não estava cantando pra ela e sim pra linda loira que estava do lado dela! Fomos embora sexta porque te vimos conversando com aquele garoto e ela me disse que ele era afim de você e que vocês com certeza iriam ficar. Não fui no terminal de manha porque estava fugindo de você Manu, eu não iria suportar te ver agarrada com aquele idiota no intervalo. Você Manu! Só você, sempre você. Será que você não percebeu nada durante todo esse tempo? Quando eu te elogiava, o jeito que te olhava?

Manu: No inicio sim mais não tinha certeza e fiquei com medo de estar confundindo depois achei que era pra fazer ciumes na Paty e...

Eu não me contive mais, levei uma das mãos ao rosto dela e a puxei pra mim calei suas palavras com um beijo, tudo que eu precisava saber estava na forma de como ela me olhava enquanto eu falava, na forma que retribuiu o meu beijo e... e em como abria o zipper da minha blusa...